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Walter Bezerra a imaginar com John Lennon e Ayrton Senna

Walter Bezerra, correntista de Maceió que abriu conta recentemente no Banco da Poesia (ver aqui), nos envia mais depósitos. O poema abaixo, inspirado no Imagine, de John Lennon, e uma crônica sobre a chegada de Ayrton Senna no céu e a conversa com seus anfitriões. Leia na página de Crônicas, número 9.

Imagine ( outra versão)

Walter Bezerra, Maceió


Imagine não existir Justiça, ONU, Constituição, Código Penal, presídios,

e mesmo assim fossem  os homens  pacíficos, justos e honestos.

Imagine que não haja muçulmanos, judeus, brancos, negros, amarelos e índios, apenas pessoas.

Imagine não existir Tratados, Concílios e Conferências, apenas consciência e voluntariedade.

Imagine que não exista  São Paulo, Flamengo, Barcelona, Liverpool e Boca, apenas a beleza e a emoção do gol.

Nenhum preconceito ou discriminação, somente respeito.

Imagine não existir  ignorância, devoção, lavagem cerebral, nenhuma idolatria.

Imagine nenhum soldado ou general, nenhum míssil ou bomba nuclear.

Imagine que não exista  Natal, nem papai Noel, e mesmo assim sejam os homens fraternos e solidários.

Imagine que não haja futuro, simplesmente esse instante.

Imagine, Lennon, se existissem no mundo milhões e milhões  de pessoas como você.

Imagine se todos tivessem a doçura e a lucidez de Carlitos.


Departamento de Crônicas

O Banco da Poesia se aproxima de seu aniversário. Acenderemos a primeira velinha no próximo dia 12 de março, com muitos motivos para festejar. E, como em qualquer organização, de verdade ou metafórica, o tempo e a experiência nos levam a transformações e, sempre que possível, a apriomoramentos. Por isso, nosso Banco ganhou mais um departamento, dedicado à postagem de Crônicas, esse gênero literário que relaciona-se com a memória e o tempo, a memória de episódios gravados no tempo.

Abrimos o Departamento de Crônicas com um texto da poeta Vera Lúcia Kalahari, de Angola. Ou, de vez em quando, de Portugal. (Leia mais aqui)